Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 09/07/2020
Criada por Johann Gutenberg, no século XV, à imprensa proporcional incontáveis avanços para a humanidade no que que desrespeita a comunicação e informação. Entretanto, no Brasil, encontra-se em função patológica, uma vez que as principais manchetes têm como destaque o relato de atos violentos. Dessa maneira, com uma evidente normalização da violência e espetacularização da mesma, os dilemas sobre incitação à violência, bem com, a chamada justiça com as próprias mãos carecem de discussões racionais e intervenções.
A princípio, é fundamental analisar os efeitos do contato diário dos cidadãos com notícias sobre crimes de violência. A par disso, Theador Adorno, filósofo da escola Frankfurt, na Alemanha, critica em suas obras a imposição da cultura de massa pelos meios midiáticos, pois essa imposição leva a criação de comportamentos. Dessa forma, por haver um grande bombardeamento de notícias por vídeos e mensagens, espalhados via televisão e internet, a falta de avisos prévios do conteúdo, faz com que haja uma normalização desse atos, levando aos cidadãos a ficarem com receio do convívio social e até mesmo a praticar tais atos.
Além disso, convém ressaltar que a espetacularização da violência vai de encontro com excitação da prática. Isso porque, de acordo com o pensador Guy Debord, o espetáculo é um show e causa alienação dos indivíduos. Dessa maneira, existem as chamados justiceiros, que exercem comportamentos violentos, por acharem que estão reprimindo de forma correta a violência, gerando assim, um “efeito dominó”, precisando mudar urgentemente.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes no entrave abordado. O governo federal, deve criar programações alternativas com conteúdos de entretenimento culturais e educacionais, para propor as mídias privadas, por meio de subsídios empresariais, a substituição na programação em horários de maior engajamento social. Não o bastante, é necessário que na internet tenham mensagens com pré avisos sobre os conteúdos a ser consumido pelo internauta. Assim, à população poderá escolher ter contato ou não como os relatos violência presente no país.