Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 11/07/2020
A série “Control z” da netflix, relata em vários episódios, diversos tipos de agressões gerados por bullying e “brincadeiras” maldosas, quando, por exemplo, em uma cena de briga com agressões físicas, a morte de um dos alunos da escola acabou sendo gerada por desentendimento e manipulação de um “hacker” que fazia ameaças. Trazendo para os dias atuais, inúmeros jovens que assistem essa mesma série e passam por problemas parecidos, podem desenvolver o sentimento de ira e serem encorajados a fazer o mesmo, visando nunca mais passar por aquilo. Com base nisso, é de suma importância analisar de quais maneiras as pessoas podem ser induzidas pela mídia a fazerem justiça com as próprias mãos e quais consequências isso pode acarretar.
De início, é evidente as abrangentes formas de acesso às redes que transmitem filmes de ação, as quais ocorre muita violência, assim como séries voltadas para esse tipo cinematográfico e novelas com cenas específicas a isso. Tais repercussões midiáticas fortalecem o a ideia do pensador Frank Kafka, ao dizer que, “A incitação à luta é um dos meios de sedução mais eficazes do mal", ou seja, uma pessoa que se deixa influenciar por cenas de violência e passa por situações complicadas em sua vida, como, por exemplo, constantes desentendimentos com seus colegas de trabalho, pode ser estimulada a colocar as cenas de violência em prática, visando a sua defesa.
Como consequência da incitação à violência devido aos meios midiáticos, inúmeras pessoas perdem anos dentro dos presídios, pagando por crimes cometidos, que, por muitas vezes, são crimes banalizados na sociedade atual. Segundo a Filósofa alemã Hannah Arendt, vivemos em uma sociedade do “mal radical” ou “mal banalizado”, quando, por sua vez, a população banaliza o mal vindo de agressões físicas, bullying levados para o pensamento de “é apenas brincadeira”, ou uma piada ofensiva sobre a cor de alguém, gerando a raiva e angústia levando o indivíduo a cometer crimes com as próprias mãos.
Destarte, faz-se mister que o Ministério do Trabalho entre com ações dentro das empresas, implementando fiscalizações sobre casos de relações ofensivas, levando advertências para aqueles que descumprirem as medidas tomadas para garantir o bem estar-social dos trabalhadores. Do mesmo modo, é necessário que o Ministério da Educação entre com projetos dentro das escolas, com profissionais psicopedagogos, fazendo palestras as quais irão ensinar como tratar o seus colegas e o que não se deve ser feito, visando, assim, o bom convívio durante os anos escolares. Dessa forma, o número de casos de garotos “control z” sejam cada vez mais menores, junto com os casos de justiça feita com as próprias mãos.