Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/07/2020

É possível afirmar que a mídia tem grande poder influenciador quanto a incitação da sociedade à violência e à justiça com as próprias mãos, visto que não só propaga discursos de ódio como também fomenta a rebeldia às leis e à ordem pública.

Primeiramente, é válido ressaltar que os meios de comunicação de massa têm propagado o discurso de ódio e a violência. Chavões como “bandido bom é bandido morto” são frequentemente utilizados por âncoras de rádio e televisão no país. Nesse sentido, a mídia lança mão de ataques seletivos aos Direitos Humanos em prol de audiência.

Outrossim, é explícito o sentimento de revolta às leis e à ordem pública, o quail tem sido materializado através de ações de justiça com as próprias mãos. Em um caso recente na cidade do Rio de Janeiro, um adolescente conhecido na região por prática de furtos, foi encontrado preso pelo pescoço com uma tranca de bicicleta a um poste, com sinais de agressão física. Nesse sentido, fica evidente a perigosa sinergia que existe quando a insatisfação popular com o Estado no que tange a segurança pública, soma-se à posição midiática frente a problemática.

Desse modo, medidas são necessárias para atenuar essa questão. O Ministério Público Federal, órgão responsável por fiscalizar e proteger os princípios e interesses fundamentais da sociedade, juntamente com o Ministério da Justica, deve apurar e punir ações promotoras de violência tanto por profissionais de meios de comunicação de massa como também da sociedade civil, por meio de detenção inafiançável por um determinado período previsto por lei, ademais de uma retratação pública difundida em rádio, televisão e mídias sociais, no caso daqueles, com a finalidade de erradicar o estímulo à atos violentos e a justiça com as próprias mãos. Dessa maneira, esse escândalo deixará de afligir a sociedade brasileira.