Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 29/07/2020

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema judiciário brasileiro, assegura a livre manifestação de pensamento como um direito inerente a todos. Entretanto, esse direito acarreta em diversas consequências para o país, uma vez que o grande poder midiático de manipulação das massas cria um falso senso de justiça, além de incitar a violência.

Diante desse cenário, pode-se relacionar a forte capacidade de interferência da vida pública e privada pela mídia com as propagandas antissemitas da Alemanha Nazista, visto que foi por essa publicidade que Hitler ganhou o apoio popular para cometer suas atrocidades. Dessa forma, é possível perceber o poder de influência dos meios de comunicação no cotidiano da população e sua capacidade de disseminar ideologias e desejos de uma minoria.

Seguindo essa premissa, é necessário frisar o papel da imprensa em um falso senso de justiça dos cidadãos, sendo exemplificado com o assassinato de George Floyd que foi superexposto pela mídia, gerando repercussão internacional e uma onda de protestos. Nesse cenário, percebe-se que o cenário brasileiro e mundial atenta-se restritamente ao que é divulgado pela mídia, tornando-se extremamente influenciável por ela.

Portanto, medidas são necessárias para reduzir a interferência da imprensa sobre o pensamento e ações de determinada sociedade. Por isso, o Ministério da Educação deve implementar na grade curricular, a partir do ensino básico, aulas que possibilitem o desenvolvimento de um senso crítico na população. Essa ação deve ocorrer por meio do incentivo à leitura de diferentes fontes e opiniões, assim como o estímulo à debates, auxiliando no desenvolvimento do senso crítico e formando cidadãos capazes de pensar por si próprio.