Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 05/08/2020
Desde o advento da tecnologia, sobretudo após o processo de Globalização, o acesso à informação tem se reproduzido na sociedade, atingindo, principalmente, às gerações recentes. Desse modo, os desenhos animados e filmes, durante a infância, têm influenciado certas divergências capazes de gerar sequelas significativas na comunidade, como o aumento da criminalidade, além de ocasionar debates acerca da abrangência da liberdade de expressão. Logo, urge-se a reversão desse cenário, através da fiscalização midiática no Brasil.
Consoante ao papel coercitivo da mídia, houve nos Estados Unidos um episódio extremamente violento, o Massacre de Columbine, durante o qual dois alunos assassinaram demais adolescentes em uma escola. Ademais, os autores do crime planejaram-no com base em jogos cujas pautas são conflitos diretos. Por conseguinte, reiteram-se as fúnebres consequências dos meios de comunicação incitadores de violência à população.
Analogamente, o Paradoxo da Tolerância, defendido por Karl Popper, delimita a responsabilidade midiática e os limites da liberdade de expressão. Dessa forma, essa tenuidade limítrofe tem se acentuado, essencialmente, devido à ineficaz regulação das informações disseminadas no país. Enfim, retoma-se a imprescindibilidade da intervenção estatal.
Segundo o escritor Nagib Neto, a única arma capaz de combater a violência é a inteligência. Em virtude disso, necessita-se que a Associação Brasileira de Imprensa, em parceria com o Ministério das Comunicações, atuem fiscalizando as fontes informativas, por meio de diretrizes justas nas próprias plataformas, objetivando o manejo do contato que possa causar danos à sociedade. Assim, o Brasil tornar-se-á uma nação mais responsável e altruísta.