Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 20/08/2020
Na antiga Mesopotâmia, houve o “Código de Hamurabi”, baseado nas leis de Talião, “olho por olho, dente por dente”. Com isso, as penas eram dadas de acordo com o crime cometido. Na contemporaneidade, tal ato é proibido, pois as leis existem para que as pessoas não tenham que fazer justiça com as próprias mãos. Porém, devido a influências - em especial da mídia - quando o Estado falha em exercer seu papel, alguns indivíduos resolvem essas injustiças por meio da violência. Logo, medidas devem ser tomadas para que isso n ocorra.
Em primeira análise, o domínio que os meios de comunicação social que divulgam informações exercem na vida das pessoas é muito grande. Devido a isso, muitos jornalistas e influenciadores fazem discursos que induzem quem os acompanha a praticar o que dizem. Desse modo a especulação desse tipo de assunto associado a agressão pela mídia, influencia parte da população a fazer o mesmo. De fato, essa atitude se relaciona com o conceito de “Instituição sequestro” abordado por Foucault: Em que o meio de dominação tem como objetivo domesticar o comportamento humano. Esses fatores, a longo prazo, pode acarretar o poder exercido pelo meio a resolver os problemas por intermédio da violência, como ocorreu no “Código de Hamurabi”.
Em segunda análise, outro desafio, além da mídia para que esse tipo de incitação aconteça é a negligência do poder judiciário quanto a essa questão, pois devem garantir a segurança da comunidade.Porém, é um processo demorado e em alguns casos, ineficiente. De acordo com a lei 345 do Código Penal, “fazer justiça com as próprias mãos, para satisfazer pretenção, embora legítima, salvo quando a lei o permite”, mostra que se a atitude partir de uma pessoa comum, cuja intenção é se vingar de alguém que fez algum mal, terá que arcar com as consequências de seus atos.
Em suma, para que a mídia pare de incitar violência e justiça com as próprias mãos, é preciso que os meios de comunicação em parceria com o Poder Judiciário aborde esse assunto por meio de propagandas com o intuito de informar. Dessa forma, referências sobre as leis e punições para quem comete tal ato serão divulgadas e alertadas a população. Também deve ser feito um apelo para que os processos de denúncia ocorram com mais agilidade, garantindo assim, que as pessoas não façam o que é dever do Estado proporcionar.