Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 28/08/2020
No contexto histórico mundial, o período da Alemanha Nazista foi marcado pela ascensão da propaganda para convencer milhares de pessoas a seguir os ideais de supremacia propostos por Adolf Hitler. Diante do cenário atual, nota-se que os meios midiáticos ainda exercem o poder de persuasão, pois é comum as notícias sensacionalistas. Além disso, com o advento da internet, tornou-se frequente a propagação das fake news. Nessa perspectiva, métodos devem ser fomentados para combater o modo como a mídia incita a violência e a justiça com as próprias mãos.
Em primeira análise, deve-se considerar a importância dos setores de comunicação para a divulgação de informações pelo mundo. No entanto, apesar dos benefícios, os episódios de justiçamento tornaram-se comuns, devido alguns progamas de televisão escandalizarem as notícias que reportam. Mediante o exposto, o sociólogo francês Pierre Bourdieu, afirma que aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismos de opressão, tal afirmativa configura a atualidade, visto que os telespectadores passam a agir de forma violenta em consequência da influência à qual são submetidos.
Em segunda análise, conclui-se que a internet proporcionou a difusão de informações com rapidez. Contudo, nos últimos tempos, o uso demasiado de fake news acarretou problemas graves. Consoante a isso, no ano de 2014, Fabiane Maria foi morta por populares após ter sido vítima de uma notícia falsa, o crime foi motivado devido a veiculação de um boato de que a dona de casa seria uma sequestradora de crianças para rituais de mágia negra. Diante disso, torna-se evidente que o mal uso das redes sociais, como o compartilhamento de fatos sem comprovar a sua veracidade, são cada vez mais frequentes e ocasiona revolta na população.
Portanto, é imprescindível reduzir as práticas de justiça com as próprias mãos. Para tanto, cabe ao Poder Executivo, a criação de uma lei que possa punir, com o pagamento de multas, os programas de televisão sensacionalistas, a fim de reduzir a indignação das pessoas e consequentemente, os atos de justiçamento. Ademais, é de responsabilidade das instituições escolares, juntamente com os pais, o dever de orientar os jovens, por meio de rodas de conversa e palestras educacionais, sobre os riscos das fake news e a importância de se informar através de fontes seguras, somente assim, serão formados cidadãos mais críticos e conscientes em averiguar sobre a verdade dos acontecimentos mencionados nas notícias.