Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 01/09/2020
Durante o governo nazista de Hitler, o ministro da propaganda Gobbles utilizava os meios midiáticos para promover a ideia de supremacia da raça ariana e acabava por promover na população alemã ódio e violência contra os não arianos. De modo análogo ao contexto atual, os meios públicos de comunicação propiciam aos expectadores conteúdos que incitam atos de violência por meio de discursos exagerados a fim de promover impacto sensacionalista. Assim, devido a ausência de verificações e punições, tal conteúdo distorcido é rapidamente difundido por outros meios midiáticos como a “internet” ampliando a onda de violência.
Ademais, a mídia é uma grande influenciadora e muitas das vezes pregam noticias falsas, as famosas “fake news”. Plano Cohen Uma das primeiras “fake News” do país foi um documento revelado pelo governo brasileiro, que continha um suposto plano dos comunistas para invadir o país, mas tal fato na verdade foi apenas uma manipulação para colocar a população contra os comunistas. Isto é esse fato ainda ocorre no hodierno.
Outrossim, segundo uma notícia redebrasilatual, para estudiosos, os recentes casos de “justiça com as próprias mãos”, que vêm acontecendo em todo o país, ganham destaque e são estimulados na mídia. Lalo Leal, sociólogo, professor de comunicação da USP e colunista da Revista do Brasil, afirma que os meios de comunicação de massa têm o dever de elevar o patamar civilizatório da sociedade, mas fazem o contrário e “estimulam a violência”.
Portanto, a incitação da violência por meio da mídia ocorre pela inexistência de medidas de verficação e punição desses atos. Para reverter essa conjuntura é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia , Inovação e Comunicação (MCTIC) em parceria com empresas privadas de tecnologia, promova um projeto de localização virtual de matérias com características sensacionalistas que encorajam atos de violência. Isso por meio do uso de algoristimos para facilitar a identificação do responsável. Com isso, espera-se uma diminuição de matérias de violência .