Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/09/2020
Durante o governo narzista de Hittler, o ministro da propaganda , Goebbels, utilizava os meios midiáticos para promover a ideia de supremacia da raça ariana e acabava por promover na população alemã ódio e violência contra os não arianos. De modo análogo, do contexto atual, os meios públicos de comunicação propiciam aos espectadores conteúdos que incitam atos de violência por meio de discursos exagerados a fim de promover impacto. Assim, devido à ausência de verificações e punições, tal conteúdo distorcido é rapidamente difundido por outros meios da mídia, como a “internet”, ampliando a onda de violência.
Ademais, a mídia é uma grande influênciadora e muitas vezes transmite notícias falsas, as famosas “Fake News”. Uma das primeiras “Fake News” do país foi um documento, revelado pelo governo brasileiro, que continha um suposto plano comunista para invadir o país. Nesse sentido, esse fato está intrinsecamente na veracidade apenas uma manipulação para colocar a população contra os comunistas.
Nesse espectro, segundo uma perante noticia na Rede Brasil Atual, para estudiosos os recentes casos de “justiça com as próprias mãos”, que vêm acontecendo em todo o país, ganham destaque e são estimulados na mídia. Lalo Leal, sociólogo professor de comunicação da USP e colunista da Revista do Brasil, afirma que os meios de comunicação de massa têm o dever de elevar o patamar civilizatório da sociedade, mas fazem o contrário e “estimulam violência”.
Fica, claro, portanto, a necessidade da incitação da violência por meio da mídia ocorre pela inexistência de medidas de verificação e punição desses atos de violência. Para reverter essa conjuntura, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação(MCTIC), em parceria com as empresas privadas de tecnologia, promova um projeto de localização virtual de matérias com características sensacionalistas que encorajam atos de violência. Isso por meio do uso de algoritmos para facilitar a identificação dos responsáveis.