Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 22/09/2020

No contexto da Alemanha Nazista a mídia era extremamente necessária para influenciar a população a aderir ao sistema e acreditar que ele era o melhor para todos. No contexto brasileiro atual, os veículos midiáticos ainda têm grande papel na influência comportamental dos indivíduos, até mesmo nos atos violentos e na pratica da justiça com as próprias mãos. Em face disso, destaca-se a necessidade de se combater esses tipos de efeitos, por meio de medidas sociais e estatais que modifiquem essa situação.    De fato, falhas na imprensa geram uma ideia de conforto maior para práticas criminosas. Dessa maneira, o povo tente a agir segundo o conceito de menoridade, do filósofo iluminista Immanuel Kant, no qual as decisões pessoais são tomadas pela influência de outros, com isso é possível analisar que quando há a superexposições de criminosos, por esses veículos, que não tiveram a devida punição acaba por criar uma segurança para que outros façam o mesmo, evidenciando os efeitos deletérios que essa falta de cuidado midiático pode acarretar ao estimular a violência. Logo, torna-se imprescindível o combate a essa situação, principalmente em jornais informativos muito grandes, já que possuem maior circulação.

Outrossim, é válido ressaltar que a persuasão sobre civis também é uma realidade como por exemplo, na perspectiva de usar as próprias mãos para procurar a justiça. Nessa conjuntura, a jornalista Rachel Sheherazade, na bancada do telejornal em que era âncora, aplaudiu a ação de um grupo de três pessoas que, desconfiantes no Estado, prenderam um jovem negro, sem nenhuma acusação, com um cadeado em um poste e se intitularam justiceiros. Dessa forma, é presumível que essa ação dela induza outras pessoas a cometer esses atos cruéis e ignorantes na sociedade, deixando claro o zelo que a mídia precisa ter ao tratar com o público. Acerca dessa lógica, torna-se evidente a necessidade de medidas que transformem essa lamentável realidade brasileira.

Com tudo isso, devido aos efeitos deletérios, esses tipos de influência midiática precisam ser combatidos. Para isso, faz-se necessário que as redações de jornais televisivos, impressos ou online revejam suas matérias veiculadas com a ajuda de profissionais capacitados a achar e alterar qualquer informações que possam servir de estimuladores para delinquentes agirem, ajudando, assim, o Estado ao evitar mais crueldade. Ademais, é preciso que o Ministério Público Federal retifique constitucionalmente o papel social da mídia ao criar e executar leis mais punitivas para esses veículos midiáticos que ferirem princípios do país, já dividido em três poderes, ao influenciar a violência com a próprias mãos.