Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 30/09/2020
Na obra 1984, o autor George Orwell denuncia uma distopia em que a mídia, principalmente televisiva, exerce controle sobre o comportamento de toda uma população conforme a necessidade da soberania vigente. Análogo à ficção está a realidade midiática que não mais influencia apenas no consumo capitalista, mas também às atitudes frente ao cotidiano. Diante disso, reações violentas e o anseio por justiça conseguem ser transmitidos por programas, jornais e novelas que incitam diretamente ao público das grandes redes midiáticas.
Nesse sentido, atualmente pode ser observado a tendência que o público infantil tem à ficar entretido durante um desenho animado ou filme, esses que muitas vezes refletem na imaginação e nas brincadeiras das crianças. Logo, principalmente com esse público o qual é mais vulnerável, deve haver mais zelo nas transmissões televisivas e atenção com o cronograma de horários de novelas e jornais que incite, a violência em seu conteúdo.
Outrossim, em uma das 10 Estratégias de Manipulação das Massas escritas por Noah Chomsky, mostra-se como o Estado cria um problema para que ele próprio gere uma solução e acalme o corpo social. Dessa forma, por meio da mídia, por exemplo os telejornais, a população é incitada a agir individualmente em busca de seus direitos e pela justiça, contudo, após sua reação contrário ao governo negligente, é repreendida.
Portanto, o Ministério da Cidadania deve anexar emendas constitucionais que possam prever a fiscalização durante as gravações dos conteúdos midiáticos por meio da análise dos roteiros programados. Ademais, a Secretaria Especial de Comunicação Social (SECOM) deve monitorar a liberdade de imprensa das redes televisivas que transmitem os telejornais para tentar suavizar o impacto da forma de propagar as informações. Como efeito social, a mídia poderá reduzir o controle sobre a sociedade e deve procurar outros mecanismos para agradar ao público, abandonando a violência.