Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 17/10/2020
É fato que a mídia é mediadora do conhecimento na sociedade moderna, tal que tem participação direta na construção do senso critico e da civilidade no meio social. Entretanto, no Brasil, por vezes, os meios de comunicação tem sua função deturpada ao incitar atos de violência e a justiça por meios não jurídicos. Assim, pode-se atribuir tal problemática tanto a espetacularização das noticias quanto fragilidade da legislação vigente sobre a veracidade das informações.
Em primeira análise, é evidente que com a globalização da internet o acesso a informações se propagou de forma exponencial, porém, com a ilegitimidade das publicações é histerismo no corpo social. Por exemplo, de acordo o site G1, o caso dona de casa Fabiane Maria de Jesus, vítima de ‘‘fake news’’ no facebook, acusada de sequestrar e realizar rituais com crianças, foi agredida até morte por internautas. Desse modo, é alarmante as consequências da manipulação nos meios mediáticos incitando a população a atos de barbáries. Ademais, o filosofo francês, Theodor Adorno afirma que a mídia tem poder de influência de comportamentos da população de maneira que quando estimula atos de violência perde seu caráter civilizatório como a morte de Maria.
Além disso, a falta de ações concretas pelas leis canarinhas tornam o cenário nacional propicio a crescimento da violência. De acordo com a Constituição de 1988, o Estado tem o dever de proporcionar a segurança não somente física, mas o bem estar social e com o avanço tecnológico isto também se estende aos meios midiáticos. No entanto, leis como a lei de Liberdade, Responsabilidade e Transparência, penaliza somente os meios de comunicação, todavia, não específica as penalidades para os autores dos crimes. Destarte, a legislação não cumpre seu papel de reguladora de ordem.
Em suma, é afirma-se que a manipulação pela mídia via de encontro com a democracia instalada no país, assim sendo urge que a mídia e o Ministério de Justiça tome providências. Para que a informação cumpra seu papel de informativa para uma população ativa, regida pela Constituição, desta forma é necessário que, por meio de regulamentação das leis, a respeito dos canais de informação seja passada para centros de legitimidade de empresas como do Google em parceria com os setores do Mistério da Justiça, assegurando não só a liberdade de expressão, mas também segurança dos brasileiros. Além disso, é imperioso que o Legislativo, mediante a reformulação e especificação das leis vigentes, a fim de que esclarecer as ações e penalidades a respeitos de atrocidades propiciada pela manipulação da informação, endurecendo as multas e sansões legais para tais transgressores. Portanto, será garantindo um Estado livre, justo e democratico.