Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 19/11/2020

Há muitos anos na história da humanidade, a violência e as decisões imediatas e fatais são recorrentes. Nesse contexto vê- se a similaridade com a Antiguidade que pregava a justiça com as próprias mãos pelo Código de Hamurabi. Análoga a atualidade brasileira, a problemática ainda persiste seja por “Fake News” ou insuficiência legislativa.

Em primeira análise, pode- se citar a relevância e influência da mídia no pensamento das pessoas. Aliás, em um episódio da série “Black Mirror”, da Netflix, a qual uma moça acorda sem memória e se vê em um mundo de alienados que a persegue filmando cada passo que ela dá até que, no fim, ela é lembrada que foi cúmplice de um assassino e que está sendo vingada, pela população, à morte de uma criança. Fora da ficção, um fato muito conhecido no Brasil foi a Ditadura Militar, um período de atrocidades cometidas por pessoas de poder, retirando todo o direito e dignidade dos cidadãos e tendo forte intervenção nas mídias, divulgando notícias sensacionalistas que incitavam a violência.

Outro aspecto a ser abordado é que, embora existissem leis elas não eram seguidas e nem aplicadas como deveriam. Há de se considerar que, já haviam direitos humanos a se obedecer e na Alemanha nazista, por exemplo, entretanto o líder ignorava tudo que não era de seu interesse e deixava os cidadãos em condições insalubres e desumanas. Nesse sentido é de saber universal que poucas vezes a legislação foi seguida e que o Estado já fez  muito descaso ou interferiu de forma supérflua como em crimes e descumprimento de leis previstas na Constituição Federal. Por isso, muitos casos de justiça com as próprias mãos ainda são presentes no país, fazendo-se necessária uma intervenção.

Dessa maneira, é dever do Poder Legislativo em parceria ao Ministério das Comunicações, criar projetos preventivos e funcionais para garantir a segurança da população, por meio de filtragem de informações em veículos de informação, criação e melhora das leis, de modo a  utilizar programas de computador e reconfigurar as leis impostas na Constituição de 1988, com a finalidade de acabar com toda brutalidade enraizada desde a Antiguidade. Assim, espera-se que a violência e a justiça com a próprias mãos não se repitam como aconteceu em períodos históricos no Brasil e no mundo.