Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/10/2020

A seguinte citação de George Orwell: “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, pode ser relacionada com a grande influência que a mídia vem tendo sobre a população, incitando cada vez mais a violência e a justiça com as próprias mãos, sejam elas motivadas pela grande onda sensacionalista que está sendo introduzida aos meios de comunicação ou pela grande disseminação de fake news.

Em primeiro lugar, de acordo com o artigo 2, inciso II, do código de ética dos jornalistas, “uma produção e divulgação de informações são informadas por via da veracidade dos bens e por finalidade o interesse público”, entretanto, atualmente se tornou evidente a grande onda sensacionalista que a mídia vem produzindo, com a finalidade de aumentar a sua audiência por meio do exagero na transmissão de informações ou notícias, que acabam provocando um desejo de revolta entre a sociedade e a decisão a iniciativa de ataques.

Outrossim, a divulgação das fake news pelas redes de comunicação possuem uma ampla relação com a incitação da violência por meio da mídia. Nesse cenário, pode-se citar o caso da Fabiana Maria de Jesus, a qual foi espancada e morta violentamente após a confundirem com alguém que fazia a prática de atos de magia negra com crianças, logo depois da repercussão de uma fake news interposta pela mídia, promovendo assim então a famosa “justiça com as próprias mãos”, ou seja, punição dada a uma pessoa sem o cumprimento da lei.

Em suma, a mídia a cada dia que passa vem intensificando o seu domínio mediante aos populares, produzindo assim uma grande onda de incitação à violência, muitas vezes fora dos limites das leis. Mediante a isso, o poder Legislativo deve tornar a Lei 8.977, que analisa o que pode ser transmitido na TV e em quais horários, para que assim, as emissoras, principalmente aquelas que possuem grade de jornais, regularizem o enredo de suas matérias, a fim de evitar possíveis sensacionalismos e a transmissão de fake news. Além disso, a população deve sempre se manter alerta para quaisquer atos negligenciados presentes nos meios de comunicação vigentes. Afinal, como cita o filósofo Jean-Jacques: “a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos.”