Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 26/10/2020
Os recentes casos de “justiça com as próprias mãos”, que vêm acontecendo em todo o país, ganham destaque e são estimulados na mídia. Segundo Lalo Leal, sociólogo, professor de comunicação da USP e colunista da Revista do Brasil, os meios de comunicação de massa têm o dever de elevar o patamar civilizatório da sociedade, mas fazem o contrário e “estimulam a violência”. Obviamente não se trata de uma novidade, uma vez que existem diversos programas sensacionalistas que servem somente para isso, especificamente aos meios de comunicação que atingem um público mais amplo e facilitam a propagação da notícia nas redes sociais.
Primeiramente, há vários casos de âncoras de programas de rádio e televisão, jornalistas de revistas e jornais, além de blogueiros de grandes sites brasileiros que estimulam uma reação coletiva contra as leis e o Estado de Direito, apesar desse tipo de justiça ser considerado crime, frequentemente pessoas se submetem à situações de risco pois são incitados pela mídia.
Após um caso que ganha grande repercussão na mídia, aumenta o número de “justiceiros” em todo o país, pois, a excessiva repetição dessas cenas de barbarismo banaliza a violência e contribui para reprodução de atitudes de espancamento coletivo, fazendo com que esses justiceiros ganhe mais força através da mídia.
Logo, sabendo que a mídia tem uma participação muito grande nas pessoas que fazem justiça com a própria mão, o governo tem que ter uma inicativa, fazendo com que um jornalista ou apresentador que usa seu programa para incitar as praticas de crime, desobediência às leis ou decisões judiciarias, seja punido e afastado de seu próprio programa ou jornal, e devem ter certeza que as pessoas que fazem justiça com a própria mão, não saiam totalmente ilesas.