Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 26/10/2020

A prática de usar as próprias mãos para fazer justiça nem sempre é considerada tabu pela sociedade. A conhecida frase “Olho por olho, dente por dente” pode ser encontrada em um conjunto de estatutos da Mesopotâmia chamado Código Rabínico das Leis Han. Uma das leis estipula que os criminosos podem ser punidos na mesma medida que o crime cometido, o que atualmente é proibido pela legislação brasileira.

Embora este sistema judicial seja considerado um crime, as pessoas muitas vezes sucumbem a situações perigosas porque consideram o potencial da polícia local como uma desculpa para uma resposta imediata e muitas vezes deixam de considerar a possibilidade de mortes inocentes. A demora no julgamento do caso, a fragilidade da segurança pública e das instituições judiciais do Estado e a falta de punições severas fizeram com que as pessoas envolvidas e suas famílias se sentissem indignadas e rebeldes, e acabaram se tornando seus próprios guardas.

Além disso, o aumento da criminalidade está se tornando cada vez mais evidente na sociedade. O exagero em massa desse comportamento violento da mídia acabou levando parte da população a fazer o mesmo, resultando em pelo menos um ou mais casos de linchamento de criminosos no Brasil a cada dia. Vale destacar que essa atitude de usar as próprias mãos não trará justiça, mas uma participação social negativa, pois traz mais violência para as ruas.

Portanto, é óbvio que é preciso intervir nessa questão, e a sociedade deve adotar novas formas de combater a violência contra o governo, e aumentar a segurança da cidade, aumentando o número de policiais de rua e punições mais duras para esses dois criminosos. Quanto aos seguranças, isso tem levado a uma diminuição da impunidade da população. Além disso, como a educação é uma das virtudes mais importantes da humanidade, a mídia digital e o Ministério da Educação podem trabalhar juntos para promover o movimento anti-justiça com as próprias mãos, especialmente nas escolas.