Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/10/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, as ações da mídia podem incitar a violência e a justiça com as próprias mãos de maneira que infrinja o que foi promulgado pela Organização das Nações Unidas. De tal modo, é necessária uma solução para esta problemática.

Hodiernamente, a globalização e o avanço tecnológico permitiram que várias obras de quadrinhos e filmes com caráter de justiceiro chegassem ao Brasil. Isto, além de outros aspectos da mídia em geral, incita o público que lê e ou assiste determinado conteúdo à fazer o mesmo. Segundo o site http://observatoriodaimprensa.com.br/, “A incitação à violência por parte dos chamados “justiceiros” não é exclusividade da internet. A imprensa tem um papel fundamental de trazer informação à sociedade e possui concessão pública para prestar esse serviço, mas o que vemos hoje em dia é uma onda sensacionalista em busca de audiência que acaba incentivando o sentimento de revolta e a tomada de iniciativa para que populares façam o que acharem justo e defenderem-se atacando.”. Diante do exposto, é evidente e indubitável que a abordagem da mídia para com este tipo de notícia, além de sensacionalista, é errônea.

Conseguintemente, vale-se salientar que agir como justiceiro é, também, um crime. Segundo Cícero, advogado e político romano nascido antes de Cristo, “Justiça extrema é injustiça”. Logo, fica claro o quão errôneo é o pensamento de “justiceiro” incitado pela mídia. E, também, que os humanos já haviam chegado a esta conclusão anos antes do nascimento de Cristo, não há propósito em retroceder à ideologias arcaicas e estimular tais ações.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a solução deste impasse. Dessa maneira, é imprescindível que o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, crie uma emenda na Lei número 8.977 visando censurar determinados conteúdos a certos horários, de acordo com a idade e escolaridade das pessoas que regularmente assistem à televisão em um horário estipulado. De modo que seja possível que adultos, adolescentes e crianças não sejam influenciados desta forma. Assim, o Brasil poderia superar os empecilhos criados pela incitação da violência pela mídia.