Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 27/10/2020
A mídia tem um papel fundamental no cotidiano, além de atualizar as pessoas sobre as principais notícias do mundo, muitas vezes acabam influenciando seus telespectadores por meio de palavras ou mídias feitas especialmente para isso. No entanto, essa influência pode ser extremamente perigosa e prejudicial. Perigo esse que é retratado em diversas séries de televisão e até mesmo alertado por especialistas.
Sobre esse prima, na série de ficção, “The Boys”, a personagem Tempesta, “Stormfront” no original, utiliza de comunicação em massa e da mídia para divulgar suas ideologias nazistas, fazendo com que um cidadão comum se torne um “justiceiro” que atenta contra imigrantes. Ainda que mostrada de forma deturpada, uma das críticas da série é justamente essa influência perigosa da mídia e como ela pode afetar as pessoas, mostrando todo o perigo por volta dessa ação e suas consequências.
Além disso, muitos especialistas criticam a forma como a mídia retrata casos de violência, banalizando eles e até mesmo tornando em coisas do cotidiano. Segundo Lalo Leal, sociólogo e professor de comunicação da USP, a superexposição de casos de violência e suas repetições na mídia torna essa violência menos impactante e cada vez mais comum. Essa banalização da violência é extremamente prejudicial, pois, quanto mais comum ela se torna, mais as pessoas são suscetíveis a realizar atos violentos.
Logo, a fim de amenizar casos de violência em todo o Brasil, o governo deve regularizar uma forma correta e não maligna de transmitir notícias ou acontecimentos violentas, através de reuniões com os principais líderes dos meios de comunicação, não com o intuito de censurar, mas sim de instruir a forma correta de transmitir esse conteúdo sensível. Com isso, espera-se que a banalização da violência seja brecada e que menos pessoas sejam influenciadas pela mídia, dessa forma, evitando a criação de justiceiros e a violência como um todo.