Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 27/10/2020
A sociedade que vivemos atualmente, marcada pela geração Z, é uma sociedade de mudanças, questionamento de comportamentos sociais e quebra de tabus. Por outro lado, é uma sociedade que tem pressa e sede de mudança, e muitas vezes quando não há apoio estas pessoas acabam agindo por conta.
As redes sociais são os principais meios de comunicação da geração atual, ajudando a conectar pessoas interessadas por uma mesma causa, podendo de alguma forma uni-las para se manifestar a favor ou contra algo. Mas muitas vezes, insatisfeitos com os poderes judiciais, cidadãos acabam propagando a ideia de justiça com as próprias mãos, que pode acabar influenciando as gerações mais novas a banalizar esses atos e agir da mesma forma.
Como foi o caso muito conhecido do garoto que roubou uma bicicleta, e ao invés de ser denunciado e punido pela sua conduta, foi tatuado a força por moradores da rua em que ocorreu a tentativa de furto, o garoto foi tatuado na região da testa com a seguinte frase: “Eu sou ladrão e vacilão”. O menino ainda menor de idade precisou ser internado em clínicas de reabilitação e ser submetido a procedimentos de remoção a laser, o que gerou ainda mais transtorno psicológico.
É sempre importante ressaltar que, uma vez que se utiliza as mídias sociais é preciso ter cautela sobre o que se posta e o que acredita, e se for um menor de idade é extremamente necessário que haja uma supervisão pertinente por parte dos responsáveis. Essa deveria ser uma preocupação por parte de todos, pois este tipo de comportamento pode acabar causando problemas tanto pra quem influencia quanto pra quem põe em prática.
Portanto, além de ser necessário medidas de punição mais rígidas para quem propaga e pratica atos de justiça com as próprias mãos, e mais supervisão da polícia de crimes virtuais, é necessário que haja uma conscientização por parte da população com o mau uso das redes sociais.