Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 27/10/2020
Atualmente, milhares de acontecimentos como roubos e assassinatos são relatados pela mídia diariamente, e alguns desses casos geram grande repercussão por não terem desfechos aceitáveis na concepção da população. É desse sentimento de injustiça e insatisfação que nascem os justiceiros, um grupo de civis que acredita que pode punir os malfeitores.
Primeiramente, de acordo com uma pesquisa CNT(Confederação Nacional de Transportes)/MDA (instituto de pesquisa Brasileiro) a maioria da população considera a Justiça parcial, pouco confiável e com atuação ruim ou péssima, para 90,3% dos entrevistados a Justiça brasileira não trata a todos de maneira igual e apenas 6,1% considera a Justiça igual para todos, mostrando que a falta de isonomia e a seletividade do Judiciário está cada dia mais evidente, o que aumenta a insatisfação e a sede por justiça da população.
Em segunda analise, temos o sensacionalismo da mídia e sua influência, um exemplo disso é a declaração da jornalista Rachel Sheherazad, a repórter alegou que “bandido bom é bandido morto” em rede nacional, incitando a violência publicamente e incentivando a ação dos cidadãos que acreditam que a justiça feita com as próprias mãos é valida.
Diante do exposto, fica evidente que a insatisfação da população combinada com o exagero midiático resulta em civis praticando crimes acreditando que estão praticando o bem. É viável que o Ministério das Comunicações tome medidas para que jornais e reportagens passem a comunicar não só o crime e sua punição, mas também a motivação para tal pena, assim a população passa a entender melhor o motivo de determinadas decisões judiciais. Seria benéfico que o governo investisse em um programa que mostrasse ao público como funciona o processo judiciário, para assim mostrar as ações do governo e como elas são tomadas.