Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/10/2020

A justiça tem a função de administrar pelo equilíbrio das relações humanas, punindo aqueles que infringirem regras estabelecidas. No princípio, a justiça é realizada pelo Estado, através do Poder Político. Entretanto, existem casos de indivíduos que movidos pelo sentimento de injustiça sobre algum caso, enfrentam um suposto réu, com a finalidade de estarem fazendo justiça com as próprias mãos, e, isso deve-se a ausência do cumprimento do poder judiciário.

Contudo, embora esse tipo de justiça seja considerado crime, pessoas sujeitam-se a isso pois desacreditam da competência policial, e supõe a necessidade instantânea, porém, muitas das vezes agem sem ponderar na possível consequência da morte de inocentes. Além disso, o atraso do julgamento dos casos, a falta de punições ríspidas e outras, ocasiona revolta nas vítimas e seus familiares, e assim, acabam por serem justiceiros.

Outrossim, segundo Lalo Leal, sociólogo, professor de comunicação da USP e colunista da Revista do Brasil, a excessiva repetição dessas cenas de barbarismo banaliza a violência e contribui para a reprodução de atitudes de espancamento coletivo. Ademais, os meios de comunicação têm de elevar o patamar civilizatório mas invés disso estão promovendo a violência.

Portanto, para que problemas como esses sejam resolvidos, é notório a necessidade do Estado, através do Poder Político, melhorar as leis que punem severamente os réus para que haja justiça correta e averiguar de imediato o atraso nos julgamento. Ademais, o Ministério da Comunicação juntamente com o Ministério da Educação, promover através de palestras o ensinamento de que “justiça com as próprias mãos” é um crime também e que há outros modos de uma justiça certa.