Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 27/10/2020
No limiar do século XXI ,nota-se que a prática da justiça com as próprias mãos, mesmo considerada ilegal , frequentemente, é a atitude bastante observada nas relações humanas. Traçando um contraponto a isto, a cinematografia nos mostra o que seria um ideal de relações sociais, pois o filme Pantera Negra relata a história de um príncipe chamado T’challa que, ao herdar o trono de Wakanda, destaca-se pela sua trajetória benevolente, haja vista que busca resolver seus desafios, como líder de uma nação, sempre pelo diálogo ou da forma mais harmônica ou negociável possível. Neste contexto , identifica-se que a manipulação da informação e a carência de justiça contribuem para a problemática.
Em primeiro plano, verifica-se que o indivíduo é incitado a cometer atrocidades, sendo influenciado pela mídia ou por outrem. Nesse sentido, pode-se citar a Caverna de Platão que aborda, justamente, informações que estão manejadas sempre de acordo com determinados interesses, que não são o bem comum do indivíduo , e sim, ao contrário disso, causam perdas até irreparáveis ,como a vida. Logo, tem-se que a distorção dos fatos e o incentivo à violência contribuem para esse cenário negativo .
Paralelo a isto , é preciso se atentar que estes indivíduos que cometem justiça com as próprias mãos , muitas vezes, estão desacreditados da eficiência da justiça ou carentes dela. Esta realidade, num passado remoto, já foi lei , como preconizava o Código de Hamurabi, advindo da região da Mesopotâmia, que tratava de algumas leis, dentre elas “olho por olho e dente por dente” . Portanto, entende-se que esta lei defendia que o criminoso poderia ser punido na mesma intensidade do crime cometido.
Infere-se, portanto que é papel do Ministério das Comunicações regular e controlar melhor o nível do material jornalístico veiculado pela mídia que incite ou estimule a violência tratada no texto, sob pena de multa ao veículo de informação assim desrespeitaram. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça que torne mais rígida a punição dos crimes contra a vida, além disso, que não haja lacuna no meio jurídico para que injustiças e falta de punição ocorram, a fim de garantir a eficiência da lei .