Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/10/2020

Segundo a constituição federal de 1988, no seu artigo 220, é dever do Estado assegurar a liberdade da imprensa, ou seja, o mesmo compromete-se com o direito da imprensa a expor fatos e acontecimentos, mesmo que isso prejudique alguém. Contudo, infelizmente alguns meios de comunicação em massa usam da sua liberdade de expressão como uma forma de incitar a violência, e a justiça com as próprias mãos, estimulando a população a cometer crimes hediondos, como homicídios e agressão.

Cabe salientar, que de acordo com o pesquisador do Núcleo de Estudos de Violência na USP, Vitor Blotta, “A mídia banaliza a condição moral das pessoas e não a própria violência (…)” isso indica que para Blotta, em um Estado de direito, a justiça com as próprias mãos é, uma injustiça. “A imprensa, a forma como ela retrata os casos, pode influenciar atitudes de apoio a resoluções violentas de conflito”, afirma o pesquisador.

Convém frisar, que grande responsabilidade da manipulação das pessoas vem das ondas sensacionalistas que alguns meios de comunicação em massa usam para atrair a audiência de muitas pessoas, acarretando no sentimento de revolta, e sede por justiça, por parte da população, levando os mesmos a cometer crimes hediondos. Como o caso de um menor amarrado a um poste, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2014.

De acordo os fatos que foram relatados anteriormente, cabe ao poder legislativo, criar uma lei federal que puna os responsáveis pelos meios de comunicação que incentivem a pratica de violência. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça alertar a população que a violência não é uma forma legal de justiça, e que pode levar até a prisão, por meio de outdoors no Brasil inteiro, e comerciais em horários nobres da televisão.  Com a finalidade de acabar com as ondas de sensacionalismo, e o estímulo de justiça com as próprias mãos.