Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 28/10/2020
No Brasil, a cultura do linchamento é visto como algo comum, e é praticada com bastante frequência nas rua. Mesmo isso sendo um ato de violência extrema, grande parte das pessoas o aprovam, ou até estimulam que a população faça isso. Porém, onde há esse maior estimulo a o espantamento, é na própria internet, por meio de redes sociais, onde enormes grupos de pessoas apontam um individuo como culpado, sem ter a oportunidade de se defender, e o julgam.
Tendo isso em mente, já houve casos de linchamento e assassinatos de inocentes, devido a publicação de informações erronias da mídia. E esses “pequenos” erros na divulgação de uma noticia, pode acabar trazendo a morte daqueles que não possuem nenhum envolvimento com crimes. Segundo a Folha de São Paulo, aproximadamente, 1 a cada 10 linchamentos são feitos contra pessoas sem envolvimento com o tal crime ocorrido.
Todavia, os principais culpados desses tais eventos violentos, são grandes grupos de pessoas que se juntam para difamar, ou acusar falsamente cidadãos normais. E a falta de punição à essas pessoas, é uma das principais causas de isso ocorrer tão frequentemente. Na internet, tal pratica é conhecida como, “cultura do cancelamento”. Onde a pessoa acusada não tem a oportunidade de se defender, e é apenas prejudicada tanto socialmente, como psicologicamente, por conta do medo dela de sair de sua casa. Segundo o G1, 60% das acusações feitas em redes sociais, não são feitas com provas concretas, ou são feitas com provas falsas. Levando a individuo acusado à ruínas, sem nem mesmo poder se defender.
Portanto, cabe ao governo e ao poder legislativo, punir mais severamente aqueles que fizerem acusações falsas, e caluniar sobre as ações de uma pessoa na internet. E é necessário que haja uma maior privacidade nas mídias ao acusado, para que não haja um julgamento prévio da população diante tal situação.