Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 28/10/2020

O desenho animado Papa-léguas induz o telespectador ao foco nos objetivos de vida pelo personagem do Coiote não desistir de capturar o próprio Papa-léguas. Nesse sentido, a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mão por agentes que não parem de validar suas ideologias, seja por diversificados meios audiovisuais ou até pela estratégia de atrair o público com divulgações sensacionalistas.

De forma similar, tem-se como verdade a ideia de que sejam inofensivas as tomadas de partido de um apresentador em uma certa notícia, no entanto, é importante o fato de que muitos proferem frases de cunho violento. Mais adiante, estruturados na popularidade, muitos recursos audiovisuais, tais como entrevistas pela internet e o esteticismo de telejornais, mascaram formas de arraigar certa ideologia violenta no telespectador para que a audiência mantenha-se, e alinhada a pensamentos ofensivos.

Apesar de muitas divulgações serem de fato chocantes, acontece o encaminhamento da mentalidade do interlocutor por parte do sensacionalismo barato a indignações extremas e meios de justiça com as próprias mãos. Por exemplo, manchetes que evidenciam parcialidade são modos pelos quais falsos jornalistas incitam à tal justiça. Também há casos nos quais as “fake news” são usadas para obter engajamento social e suporte midiático.

Finalmente, percebe-se o crescimento dessas incitações na mesma proporção em que os meios de comunicação tomam para si técnicas mais sofisticadas. Conclui-se então que meios de comunicação devem ser monitorados por um órgão especializado a ser criado, através de sistemas que identifiquem induções violentas mascaradas por recursos audiovisuais e sinalizem manchetes suspeitas de sensacionalismo, em busca de combater a própria deseducação e violência social.