Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 28/10/2020
O código de Hamurabi, escrito há mil anos a.C, apresentava leis em que indivíduos poderiam revidar ofensas por meio de violência. A regra era ?olho por olho, dente por dente?. Atualmente, de uma forma menos esdrúxula, presencia-se uma alusão ao código. Indivíduos estão realizando justiça com as próprias mãos, sem ao menos saber a veracidade da acusação. A omissão do Estado tem contribuído para tal ato, porém, existem outros meios para combater a violência.
Nesse sentido, ocorre a violação dos direitos humanos. Tais ?justiceiros? podem cometer um grave equívoco, como aconteceu no Rio Grande do Norte. Um pedreiro foi torturado pelo povo, só depois descobriram que o homem era inocente e haviam confundido com outra pessoa.
Nessa perspectiva, a mídia também contribui para o aumento da violência. A declaração da jornalista Rachel Sheherazad foi bastante comentada, a repórter alegou que ?bandido bom é bandido morto?, incitando a violência publicamente. Porém, quando se combate violência com violência, só gerará mais injustiça e agressividade, como em um círculo vicioso.
Entretanto, se houver o combate à violência por meio de ressocialização e um sistema educacional de qualidade, o resultado será a diminuição da violência, pois os “acusados” terão uma nova oportunidade de vida. Portanto, a mídia deve combater a incitação à violência, por meio de campanhas. Ao invés da sociedade cobrar de indivíduos por meio de torturas, deve haver a cobrança ao governo, reivindicar melhorias na segurança pública, sistema judiciário e, principalmente, na área da educação.