Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 28/10/2020
Desde o surgimento da TV, esse meio de comunicação tem se tornado uma das principais ferramentas da mídia para a transmissão de notícias e fatos. Entretanto, a ascensão de programas policiais torna trivial tanto a vida humana quanto crimes de violência.
De acordo com o site de notícias Uol, o público da TV aberta vem envelhecendo ao passar dos anos e tal fato já atinge quase 40% dos telespectadores. De acordo com a mesma pesquisa, essas pessoas viraram o sustentáculo de programas sensacionalistas, além disso, é perceptível que esse tipo de programa costuma atingir essas pessoas cotidianamente, já que são transmitidos entre o período das 6h às 22h. Esse bombardeio de notícias ruins pode ser perigoso ao ponto de tornar as pessoas cansadas da percepção que essas têm do mundo, percepção essa transmitida pelos próprios programas.
Assim sendo, uma pessoa que costuma contemplar, rotineiramente, casos de violência, morte e maldade, pode acabar entrando em uma espécie de bolha, na qual terá apenas uma perspectiva da sociedade. Dessa forma, acostumada com tanta desonestidade, essa pessoa poderá desenvolver pensamentos que podem causar a banalização da vida, além de normalizarem a morte. Juntando revolta e cansaço, forma-se uma arma perigosa, podendo resultar em mais violência e justiça com as próprias mãos.
A fim de evitar tais problemas supracitados, o Senado deve aprovar um projeto de lei o qual proíbe a exibição de programas policias pela TV aberta no horário das 6h às 22h. Além de 14 medidas adotadas por José Mujica, ex-presidente do Uruguai, em 2012, o documento “Estratégia pela vida e convivência”, que lutava contra o alto número de homicídios, zerado 2 anos depois, proibiu a exibição desse tipo de programa. Tais medias devem ser adotadas por outros países, assim como no Brasil, para que assim não exista uma sociedade alienada a esse tipo de comportamento desumano.