Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 28/10/2020
A prática de usar as próprias mãos para fazer justiça nem sempre é considerada tabu pela sociedade. A conhecida expressão “Olho por olho, dente por dente” pode ser encontrada em um conjunto de estatutos da Mesopotâmia chamado Código do Hamurabi. Uma das leis estipula que os criminosos podem ser punidos na mesma medida que o crime cometido, atualmente proibido pela legislação brasileira.
A razão pela qual esta situação é preocupante é que vivemos em uma sociedade onde a intolerância prevalece, que no dia a dia deixa de confiar em instituições capazes de resolver os problemas relacionados ao crime e acabam entendendo como legítimo fazer “justiça com suas próprias mãos”.
O Brasil tem pelo menos um caso de linchamento por dia. Nos últimos sessenta anos, cerca de um milhão de pessoas no país participaram de alguns casos de violência coletiva. O número é do sociólogo José de Souza Martins, que é um dos maiores especialistas na área. Com muitas ocorrências, o linchamento não é mais considerado uma exceção. A recorrência desse fenômeno faz com que ele possa a ser visto como parte da realidade social brasileira.
Portanto, é óbvio que é preciso intervir nessa questão, e a sociedade deve adotar novas formas de combate à violência contra o governo, aumentando a segurança da cidade com o aumento do número de policiais nas ruas e punições mais duras para criminosos e “Justiceiros”. Além disso, como a educação é uma das virtudes humanas mais importantes, a mídia digital e o Ministério da Educação podem trabalhar juntos para promover movimentos contra a justiça com as próprias mãos, especialmente nas escolas.