Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 08/11/2020

Diante do quadro de migrações forçadas e de, por conseguinte, crise humanitária vista no Oriente Médio, ações solidárias mostram-se como uma alternativa relevante para a superação da situação caótica atual. Nessa conjuntura, infere-se que, por serem meios de garantir harmonia e união social, a solidariedade e a empatia devem ser estimuladas  a fim de tornar o todo social unido pela defesa do direito à vida e à liberdade, por exemplo. Logo, medidas governamentais e midiáticas são essenciais para garantir que a empatia  mude a situação de fome e de conflitos vistos tanto em âmbito nacional, quanto internacional.

Precipuamente, com o advento da Revolução Técnico-científico-informacional, o conceito de empatia passou a simbolizar a esperança diante do contexto de pequenos e de grandes focos de crise humanitária, já que o ato de sensibilizar-se com o problema de outros indivíduos desperta o sentimento de preocupação coletiva, o que facilita a resolução de problemas de importância secundária, tais como a questão da desigual distribuição alimentícia em território brasileiro.Contudo, empreende-se que, apesar do necessário auxílio de ações solidárias, é responsabilidade do Governo prover ao povo condições de saúde, de alimentação e de vida, assim como previsto constitucionalmente. Destarte, para garantir o eficaz bem-estar do todo social, é relevante que, além do melhoramento do sistema de auxílio à prole, o Estado torne-se uma fonte de estímulo à empatia, assegurando,assim, a melhor relação entre  cidadãos.

Ademais, em conformidade com o pensamento do Determinismo, o qual afirma que o  homem é produto da vivência social, está a questão da importância do estímulo à empatia, uma vez que, diante de um contexto de ainda falha governamental ante à população brasileira, somente os princípios empáticos  podem incitar a ajuda entre indivíduos pertencentes ao mesmo meio, mas segregados socialmente. Nesse sentido, o papel de disseminação da  mídia atua como fator primordial para a difusão de informações sobre a relação entre solidariedade, empatia e tentativa de mudança social, vista em projetos de cunho não governamental. Dessa forma,  a partir da propagação de notícias, o povo torna-se ciente da situação degradante da hodiernidade, na qual prevalece o individualismo em relação ao espírito coletivo de  bem-

-estar social, e disposto a transformar, mesmo que infimamente, a vivência em comunidade.

Urge, portanto, a cooperação entre mídia e Governo para a superação dos obstáculos sociais. Para isso, cabe ao Ministério Público, por meio de incentivos monetários, promover a continuidade dos programas de ajuda aos mais necessitados e o desenvolvimento de formas alternativas,as quais visem a auxiliar os projetos de solidariedade criados por grupos de jovens e de adultos, a fim de assegurar melhores condições de vida aos cidadãos. Feito isso, é relevante que a mídia continue a difundir notícias acerca das vantagens de ações motivadas pela empatia, vistas, por exemplo, na atual  crise do Oriente Médio.