Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/11/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega. Com isso, surge a problemática  de  que maneira a imprensa  pode incitar a selvageria e a igualdade com as próprias garras, que persiste intrinsecamente ligada a realidade do País, seja pela forma de usar a violência como um espetáculo, seja pelo dever de elevar o patamar civilizatório da sociedade, mas fazem ao contrário e estimulam mais agressão.

Em primeiro lugar, para o escritor inglês George Orwell, os meios de comunicações em massa constituem importantes atores na construção da personalidade e do  pensamento dos indivíduos  em uma sociedade. Nesse contexto, é notória a influência midiática no que tange à crueldade como exibição, onde a televisão, ao invés de servir como um instrumento de fornecimento de informações e conscientização, age gravando e consolidando o problema.

Em segundo lugar, destaca-se o fator midiático, O Iluminismo, no século das Luzes, difundiu informações que causaram a queda do absolutismo e, assim, revolucionou o mundo. Desse modo, vê-se a função das mídias: denunciar impasses sociais, porém, no Brasil a imprensa deixa de cumprir esse papel com eficácia, consequentemente, aumentar o grau de civilização da população e não incentivar mais hostilidade. Por fim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática.

Em suma, espera-se que especialistas em telecomunicações, com apoio de ONGs especializadas, desenvolvam ações que revertam a má influência midiática  sobre o apoio à violência e o “fazer lei com as próprias mãos”. Tais condições, devem ocorrer nas redes sociais e televisões, por meio  da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, para comparar o tratamento que  a mídia  dá com relatos de pessoas que de fato, vivenciaram tal problema. Nessa analogia, paulatinamente será possível conscientizar a sociedade sobre as consequências das formas que determinados canais de interlocução dão ao assunto. Enfim, diante dessas atitudes, é possível ter esperança em uma mídia mais justa e um Brasil melhor.