Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 29/12/2020
Na série “Black Mirror”, é retratado como a internet pode influenciar a vida da população e regulamentar o comportamento comunitário. Hodiernamente, fora da ficção, embora as mídias possuam um papel fundamental na divulgação informacional e diminuição de distâncias, sua má utilização corrobora ações ilícitas, entre elas, a realização de justiça com as próprias mãos, haja vista sua relação com aspectos sensacionalistas e inoperantes. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para solucionar essa grave e inercial problemática.
Em primeiro plano, durante a Antiguidade Clássica, atos violentos eram realizados nos Coliseus para, assim, distrair a população romana das crises de abastecimento e injustiça. Na atualidade, apesar de em outro contexto, as redes informativas veiculam, de maneira romantizada e exagerada, casos de violência, com o intuito de elevar a relevância e a rentabilidade da organização jornalística. No entanto, ao sensacionalizar essas informações, a mídia fomenta o espectro de impunidade e ineficiência estatal, o que eleva os linxamentos coletivos e atitudes inconstitucionais. Desse modo, além de evidenciar a negligência punitiva governamental, essa realidade fomenta um quadro defasado, na medida que inocentes podem morrer e os Direitos Humanos são violados.
Ademais, durante a ascenção do partido nazista, o diretor midiático, Paul Joseph Goebbels utilizou grandes filmes e uma forte oratória para legitimar o regime nazista e as suas realizações. Diante dessa máxima, levando o fato mencionado ao debate atual, nota-se que muitos comunicadores reforçam uma retórica de violência e criminalidade - instaurando um clima perigoso de ’normalidade’, tanto nas ações violentas, quanto nas punições pessoais. Nessa ótica, a defasagem no que se refere a utilização das ferramentas midiáticas reverbera as atuais complicações, em que a população é guiada para atitudes errôneas e a nação otimiza uma ciclicidade de ilicitudes e retrocesso.
Portanto, com o intuito de reverter esse cenário com medidas democráticas e favoráveis à liberdade de expressão, o Governo Federal, na figura do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deve reavaliar as atuais ações punitivas, mediante atualizações sistêmicas e desburocratizações administrativas, para que, assim, as ações delituosas sejam devidamente penalizadas, o que diminuirá a força da mídia sensacionalista e reduzirá as ações coercitivas pessoais. Por fim. é fundamental que os indivíduos, agindo de maneira crítica e moral, filtrem suas fontes de informação, o que favorecerá a edificação de um mundo cada vez mais equilibrado e pautato em atitutes justas.