Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 14/01/2021
Na Alemanha nazista, a propaganda foi uma forte aliada do partido de Adolf Hitler ao ser usada para influenciar os ideais segregacionistas e genocidas contra judeus. De forma semelhante, o poder de alcance midiático é usado atualmente por aqueles que creem no ideal de “olho por olho, dente por dente” a fim de mobilizar as massas a propagarem ódio e violência em nome da justiça.
Em primeiro lugar, a mídia por vezes é utilizada como instrumento de caça às bruxas, advindo da crença de que a visão ideológica de um indivíduo é superior aos demais. Nesse contexto, essa incitação ao ódio em forma de convite à luta pelo bem da humanidade, pode inspirar atos violentos e/ou ilegais, como o caso em que populares espancaram até a morte uma mulher considerada suspeita de um crime, mas que era inocente.
Como consequência dessa manipulação midiática, movimentos ideológicos a favor de punições contrárias aos Direitos Humanos tomam força, ameaçando a liberdade dos cidadãos. Nesse cenário, o episódio de invasão ao Capitólio de Washington nos Estados Unidos serve de exemplo, no qual um grupo de pessoas, por serem contra a eleição do novo presidente, vandalizaram o prédio federal e causaram pânico na população local.
Ademais, mesmo que a mídia atual tenha respaldo jurídico para incitar ódio e violência, assim como a propaganda anti judaica era legitimada pela liberdade de expressão, as consequências desses atos podem ferir a liberdade dos cidadãos. Portanto, o Sistema Legislativo brasileiro deve criar uma lei que define o que são incitações a atos criminosos pelos meios de comunicação e pune tais ações, com o objetivo de evitar crimes contra os Direitos Humanos e proteger a liberdade de expressão no Brasil.