Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 04/06/2021

Na série “Black Mirror” da plataforma Netflix é mostrado como a internet e as redes mídiaticas afetam diretamente nossa conduta como seres humanos. De modo semelhante ao hodierno, os aplicativos de interação social e os veículos de comunicação, interferem nos nossos pensamentos e auxiliam na tomada de desições, sejam elas posítivas ou negativas, a nível de nos incitar a violência ou tentar fazer justiça com as proprias mãos. Logo, a passividade dos veículos e a naturalização do discursso de ódio potencializam essa problemática.

Diante disso, é lícito postular, que a indiferença das redes sociais ou qualquer suporte midiático de comunicação com relação a propagação de mensagens que estimulem aos espectadores a praticar violência como forma de justiça, é fatal para a perpetuação do entrave. A livre circulação de conteúdos que incitem o ódio na mídia, sem uma atenção do veículo, para com o disseminador comunicativo, acarreta inúmeros problemas levando em consideração o grande alcance que esses portadores tem. Alude-se esse fato, com a fala do grandioso Steve Jobs quando ele diz que, a tecnologia move o mundo. Nesse sentido, quanto menos os portadores de informação se preucuparem com o conteúdo publicado, mais incitação a práticas de caráter violentos serão exibidas em todo o mundo.

Outrossim, vale ressaltar, que a naturalização dos discurssos de ódio, seja mais um fator contribuinte ao problema. É comum para os telespectadores assistirem de suas casas, canais de televisão com progamas de fofoca, cujo os apresentadores expõem suas opiniões, geralmente negativas, sobre determinados artistas, contando boatos e expondo suas indignações de forma vulgar e sem empatia, circulando os mais diversos sentimentos de negatividade para quem assiste. A partir desse contexto se aplica a teoria da “Banalidade do Mal” da política Hanna Arendt. Ela afirma que a maldade se tornou algo tão corriqueiro, que cometemos sem perceber. Dessa forma, a disseminação da maldade se torna normal e nos meios midiáticos ainda são trasmitidas para diversos receptores, influenciando-os.

Portanto, cabe aos grandes meios comunicativos de informação, a revisão dos conteúdos publicados pelos úsuarios ou apresentadores, para que seja feito uma censura rígida, caso o comunicador incíte o ódio com palavras diretas ou opiniões indiretas. Criando a partir da tecnologia, perceptores inteligentes que captem palavras perigosas, seja pela entonação da fala ou pela escrita formal. Cabe também ás grandes empresas televisivas, a proibição de discursso incinuativo e violento, produzindo conteúdo relevante e de atração que não cause adversidades no que diz respeito aos direitos humanos, com a finalidade de transmitir somente a cima de tudo o respeito para os telespectadores, na intenção de desnaturalizar o ódio nos discurssos.