Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 23/08/2022

As pautas das revistas e jornais brasileiros, crime e justiça tornaram-se banais no cotidiano dos cidadãos. Essa banalização, entretanto, perde sua eficácia quando o crime é cometido por justiça, como se o crime fosse legitimado pela vontade do homem. Daí a inversão de papéis entre crime e justiça.

O desinteresse e a credibilidade do Estado frustram as mentes e atitudes dos cidadãos. Quando os desejos e expectativas da sociedade não são atendidos, ela passa a buscar os meios para efetivar seus direitos por conta própria, acabando por violar a autonomia do Estado. Assim, surgiu a chamada “justiça com as próprias mãos”. No entanto, ao praticar essa justiça, os humanos causam uma reação em cadeia na sociedade. Eles voltam a um estado primitivo de guerra, que é ligado ao ser humano, mas prejudica qualquer tipo de organização a que esteja subordinada. Portanto, os princípios sociais desmoronam e as regras desaparecem. Diante dessa realidade, vale destacar que o ser humano jamais deve legitimar suas ações. Os Estados devem conter a impunidade e acabar com a percepção de injustiça, a partir da formação básica dos indivíduos, por meio de ações de conscientização nas escolas, decretando leis e fazendo uso efetivo das leis existentes. Só assim a criminalidade será reduzida e as pessoas serão garantidas em plena justiça.