Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/10/2022
Em meados do século passado, o escritório austríaco Stefan Zweig, mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo o título é até hoje repetido: " Brasil, país de futuro." Entretanto, quando se observa os obstáculos gerados pelo incentivo da justiça e violência pela mídia no Brasil, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.
Em uma primeira abordagem, é válido pontuar que o incentivo a violência é a forma mais suja que uma pessoa possa oferecer como “justiça com as próprias mãos.” Essa forma de violência que a mídia prega é preciso ser combatido. Nessa abordagem é oportuno resgastar a frase do pensador chinês Confúcio: “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” À luz dessa idéia, torna-se notório que, hoje, a sociedade tem falhado em combater esse pensamento e atitude errônea desses “justiceiros” apoiados pela mídia.
Em segundo lugar, deve-se destacar, também, que a falha no sistema de segurança pública potencializa a ação desses ativistas, na qual, recebem apoio de jornais locais e jornalistas que são influentes nas redes sociais e que compactuam e incentivam essas atitudes perigosas para a sociedade brasileira. Nesse contexto, é oportuno resgastar o pensamento do ativista indiano Mahatma Gandhi: " temos de nos tornar a mudança que queremos ver." Nesse sentido, o sistema de segurança deve se preocupar em combater essas atividades perigosas à sociedade.
Destarde, urgem, medidas pontuais para reverter esse impasse. Inicialmente, cabe a segurança pública fazer rondas com maior durabilidade de tempo em lugares com maior concentração de justiceiros utilizando transporte com maior velocidade para chegarem a tempo de efetuarem a prisão dos mesmos, com a finalidade da diminuição de atuação dessas pessoas. Implementada tal ação, espera-se solucionar o problema de modo a alterar o pensamento do escritor austríaco. Portanto, o problema é um fato real que exige atenção e atitude de todos.