Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/10/2022
O fato de que discursos comoventes convecem a população a tomar atitudes já é conhecido desde a antiguidade. Exemplificando, Adolf Hitler, por meio de seus discursos inflamatórios, convencia os alemães a compactuarem com o antissemitismo do partido nazista da Alemanha. Entretanto, hoje em dia, a manipulação de pessoas para estimulá-las a realizar atos violentos, enquanto os disfarça como justiça, é algo que pode ser feito por qualquer um. Visto que influenciadores maliciosos utilizam da mídia para incitar ataques aos outros e usam “direito de se expressar” como justificativa legal.
Primeiramente, é importante destacar que a liberdade de expressão só pode, de fato, ocorrer se opressores forem censurados. Porque, como visto no “paradoxo da tolerância” do filósofo Karl Popper, certos indivíduos, por meio da violência, impedem que suas vítimas exerçam seu direito de se expressar. Dessa forma, para que o maior número de pessoas possível consiga ser livre,
intolerantes precisam ser silenciados.
Outrossim, é necessário frisar que influenciadores realizando lichamentos na mídia é inútil e perigoso. Pois, não só julgar crimes é dever de juízes, mas também existem casos em que esses manipuladores acidentalmente tiveram um inocente como alvo, gerando sofrimento e opressão para a vítima. Dessa maneira, os supostos justiceiros sociais reduzem a capacidade de se expressar dos afetados.
Em suma, a promoção da violência por meio da mídia é uma violação da verdadeira liberdade de expressão. Para resolver o problema, a população, por meio de protestos pacíficos, deve pressionar o Poder Legislativo a criar leis que criminalizem a incitação de violência na mídia. Assim, não será mais possível abusar dos meios de comunicação para promover ações de ódio.