Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 03/10/2022
É fato que no atual mundo globalizado os esforços para o aprimoramento das tecnologias de informação são amplamente importantes no tange a disseminação de informações. Porém, alguns casos problemáticos assolam essa propagação, os chamados “incitações justiceiras”, feitas pela mídia e imprensa, promovem uma iniciativa popular no combate aos malfeitores. Porém, tal iniciativa fere o Estado de Direito criminal percussora de uma punição exemplar judicial. Então, é válido afirmar que essa violência induzida deve acabar e que os noticiários devem filtrar suas afirmativas e ainda promover uma conscientização dessa problemática.
Em continuidade a essa ideia, vale ressaltar que o desejo de angariar audiência é um vetor desse cenário. Por certo, os meios de comunicação estão negligenciando a sua forma de atuar formalmente, criando “justiceiros”, a fim de obter maiores números de audiência, assim ocorrendo cada vez mais casos de revoltas populares contra criminosos. Em contrapartida, é importante salientar que o dever de punir e julgar os atos de criminalidade é de responsabilidade do Ministério Público como consta a Constituição Federal. Logo, as formas de divulgação devem se reestruturar com a finalidade de garantir o direito de todos.
Outrossim, a falta de conhecimento da população acerca das garantias constitucionais são praticamente escassas. De acordo com o DataSenado, uma pesquisa feita em 2013 mostra que apenas 6% dos entrevistados têm conhecimento total sobre a Constituição. A partir disso, e das incentivadores midiáticos, a justiça cega torna-se mais “correta”. Ficando claro , assim que ações educacionais e conscientizadoras devem ser aplicadas desde a base escolar.
Portanto, o Ministério Público, importante òrgão público regulador das ações jurídicas, deve atuar punindo rigorosamente as redes midiáticas e da imprensa por meio do cumprimento da Lei Federal de incentivação ao crime. Além disso, o Ministério da Educação, deve promover o acesso a informação por meio da adição na grade curricular de aulas de aprendizagem dos direitos e deveres do cidadão .Isso deve ser feito com o fito de reduzir as tentativas de aumento de ibope de jornais e promover a conscientização da população desde a base, respectivamente. Só assim , a sociedade terá pleno saber ,dentro do judicial, do certo e errado.