Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 03/10/2022
Fazer justiça com as próprias mãos nem sempre foi considerado tabu pela sociedade. A famosa frase “olho por olho, dente por dente” é encontrada em um conjunto de leis escritas, a codificação de Hamurabi, que teve origem na região da Mesopotamia. Uma dessas leis estabelece que o criminoso pode ser punido com a mesma intensidade do crime cometido, atualmente proibido por lei no Pau-Brasil.
Apesar desse tipo de justiça ser considerado crime, frequentemente pessoas se submetem à situações de risco pois desacreditam no potencial da polícia local, julgando necessária aimediata reação, muitas vezes sem pensar na possibilidade de ter com consequênci a morte de inocentes. A demora no julgamento de casos, o enfraquecimento dos órgãos de segurança pública e dejustiça do Estado e a falta de punições severas traz indignação e sentimento de revolta nas pessoas envolvidas e seus familiares, que acabam se tornando os próprios justiceiros.
Outrossim, o aumento da criminalidade é cada vez mais perceptível na sociedade. A espetacularização desse tipo de violência pela mídia acaba incitando parte da população a fazer o mesmo, tendo como resultado a ocorrência de pelo menos 1 ou mais casos de linchamento contra criminosos por dia no Brasil. É perceptível que essa atitude de usar as próprias mãos não traz justiça e é uma forma de participação social negativa, pois traz mais violência ainda para as ruas.
Fica claro, portanto, a necessidade de se intervir nesse problema, sendo imprescindível que a sociedade deva impor ao governo novas formas de combater a violência, fortificando a segurança das cidades com o aumento do número de policiais nas ruas e punições mais severas tanto à criminosos quanto aos justiceiros, fazendo com que a sensação de impunidade por parte da população diminua. Ademais, mídias digitais e o Ministério da educação podem trabalhar juntos na divulgação de campanhas contra a justiça com as próprias mãos, principalmente nas escolas, pois a educação é uma das mais importantes virtudes do homem.