Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 03/10/2022

Consoante ao poeta Cazuza ’’ Eu vejo o futuro repetir o passado’’, a incitação da mídia na violência e na justiça com as próprias mãos não é um problema atual. Desde a era medieval, a qual a nobreza e realeza julgava os plebeus só por conta dos status essa virtude é uma realidade. De mesmo modo, na contemporaneidade as dificuldades persistem, seja pela propagação de ódio e pela intolerância gerada pelos usuários.

Sob esse viés, é importante destacar que a imprensa tem-se um papel fundamental nessa ocasião no qual ela traz uma informação à sociedade em busca de audiência e posteriormente, o sentimento de revolta é a tomada de iniciativa para que os populares façam o que acham justo e defendem-se atacando. Segundo o art.186 do Código Civil ’’ Aquele que, por ação violar direito e causar dano ao outro, ainda que exclusivamente moral, comete um ato ilícito.’’ Assim, é de fundamental importância que a vítima denuncie para as autoridades.

Além disso, vale ressaltar que julgar e incitar a violência na mídia é um retrocesso civilizatório a qual compromete a liberdade de expressão e informacional jornalística. Desta maneira é notável que o Ministério Público e a Justiça apurem sobre as atitudes daqueles que incentivam a violência e a ação à margem. Paralelamente, a justiça tem um comprometimento de tornar a sociedade brasileira mais justa e solidária. Logo, não precisa-se de justiceiros e sim de mais solidariedade para tornar-se um local mais ideal e mais justo de se viver.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Cabe ao Ministério Público em parceria com a Justiça de monitorar as

denúncias de julgamentos da internet, para que diminua os casos, por meio de fiscalizações junto com o Ministério das comunicações, como também irá monitorar o discurso de ódio e a intolerância gerada pelos julgamentos. Somente assim, será possível que a sociedade possa desfrutar do respeito e do bem-estar social, previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos