Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/10/2022
Atualmente no Brasil esse tem sido um assunto bem pautado, principamente por se tratar de um ano eleitoral com candidatos tão polarizados. A disseminação de “Fake News” corrobora com o discurso de ódio nessas redes sociais e as obriga a fiscalizar para previr a repercussão dessas notícias. Segundo especialista, a reprise de manchetes apelativas banaliza a violência. Por isso, cabe ao Ministério das Comunicações intervir convictamente.
Em primeira análise, o atual cenário político - em que campanhas políticas se baseiam na disseminação de notícias adulteradas - é um retrato da consequência do cenário real em que na mídia se é permitido propagar o que bem entender, a partir do seu ponto de vista, sem se preocupar com o outro ou pagar por isso. A criação de notícias falsas divulgadas por pessoas influentes nesse meio, evidenciam que não existe um “filtro” no mundo online, sendo compartilhado qualquer discurso de ódio, por mais que algumas redes ainda tentem seletivizar os posts.
Segundo o especialista na área, Lalo Leal, “a excessiva repetição de cenas de barbaridade, banaliza a violência”. Essa fala evidencia que a repetição exacerbada de cenas violentas, as trazem para perto do público, que de tão corriqueiro, soa como permitido, infelizmente. Diante disso, é necessária uma intervenção por parte dos diretores das redes e dos orgãos que as fiscalizam.
Portanto, se torna necessária uma ação por parte do Ministério das Comunicações - já que é o orgão responsável por todos esses meios de comunicação, incluindo os que são online - a fim de filtrar por completo todas as postagens nesses meios, para que não se propague mais discursos de ódio. Esse filtro se daria por meio de uma fiscalização nas redes sociais na hora da postagem, proibindo a publicação que fira ou incentive a violência. Só assim será possível acabar com essa “terra sem lei”, tornar um ambiente mais amigável e sem a propagação de discurso de ódio.