Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 03/10/2022

O filme “Rede de Ódio”, discorre sobre um jovem que, após ser expulso da faculdade, consegue um emprego em uma agência de marketing que trabalha para danificar a imagem de pessoas públicas, incitando ódio nas redes sociais, atacando influenciadores digitais e políticos famosos. De volta a realidade, é perceptível que no Brasil isso acontece frequentemente, os discursos raivosos feitos nas principais mídias são grandes impulsionadores para as pessoas cometerem atos de violência e fazerem justiça com as próprias mãos. Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar esse problema.

Em primeira análise, vale ressaltar que a “cultura do cancelamento” é um dos principais agravantes para esse problema, visto que esses linchamentos não são ordenações judiciais, e como não há um tribunal, as vítimas acusadas não possuem o direito de defesa. Desta maneira, esses ataques podem transparecer para o mundo real, pois são incentivados a agir com agressão física e verbal, por meio de mensagens repletas de agressividade.

Além disso, a imprensa que possui a função de levar informação à sociedade, está se corrompendo a audiência, e transformando as notícias de forma sensacionalista, o que acaba incentivando o sentimento de revolta das pessoas que acabam por fazer justiça com as próprias mãos. Por outro lado, segundo o artigo 345 do código penal, fazer justiça pelas próprias mãos, configura-se crime. é responsabilidade do poder judiciário aplicar a devida pena pelo crime cometido.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o ministério da justiça, por intermédio de agentes da segurança, fiscalizar as mídias sociais e as emissoras de TV e punir, preante a lei, os apresentadores e influenciadores que incitam o ódio aos seus telespectadores e seguidores, a fim de tornar as redes sociais um ambiente mais sáudevel. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Jhon Locke.