Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 03/10/2022

Nos anos entre 1792 e 1750 a.c, a lei de Talião era aquela em que se baseava a punição, mais conhecida como justiça com as próprias mãos (olho por olho, dente por dente). Outrossim, nos dias hodiernos, devido ao incentivo pela mídia e a ineficiência do estado, a prática da justiça com as próprias mãos tem crescido consideravelmente. Dessa forma, medidas são necessárias para mitigar essa problemática.

Primeiramente, é imperioso destacar que a mídia possui um grande papel de influência nos frequentes casos de “justiceiros”. Isso se dá devido as constantes falas que estimulam a violência como meio de fazer justiça. Como exemplo, é possível citar o caso do jornalista Marcelo Rezende, apresentador do cidade alerta na rede Record, que durante a cobertura de uma perseguição policial disse: “atira, meu consagrado, é bandido!”. Esse tipo de fala gera um sentimento de aval para punir os criminosos com base nas próprias opiniões e, portanto, deve ser evitado.

Segundamente, a ineficiência do estado na segurança é parte do que gera esse sentimento de necessidade e urgência para que se faça justiça a seu próprio modo. Em consonância a isso, o pós-doutor em direitos humanos Benigno Nunez vai dizer que o cansaço e a frustração de esperar pelas autoridades faz com que as pessoas optem por usar desse meio.

Fica claro, portanto, que é preciso remediar o problema da justiça com as próprias mão. Por isso, é imperioso que o Ministério da Justiça, que é um órgão da administração pública federal direta, criar medidas que garantam a fiscalização das falas por parte de jornalista e da mídia, dessa forma evitando discursos de ódio ou de incitação a violência e, por consequência, reduzir os estímulos da população em fazer justiça por si só. Além disso, é dever do Ministério da Justiça garantir que a população esteja segura, para que não haja nenhum sentimento de necessidade e urgência quanto a resolver problemas criminais com as próprias mãos.