Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/10/2022
O filme “O Fantástico Homem-Aranha” assim como diversos filmes de heróis trazem sempre a ideia de justiça feita com as próprias mãos, retratato no filme quando Peter Parker vai atrás dos bandidos de sua cidade. Contudo, em nossa realidade nos deparamos com outro tipo de justiça feita pelas próprias mãos, em que dessa vez é realizada majoritariamente em âmbito virtual. Assim, a violência gerada em parte pela influência midiática pode trazer consequências somada as injustiças e crueldades já existentes em que a relação de causa e efeito entre elas tem se intensificado.
Em primeira análise, o Código de Hamurabi baseado na lei de Talião é conhecido por sua frase “olho por olho, dente por dente” na qual a punição era equivalente aos crimes cometidos. Entretanto, vemos na sociedade diversos exemplos que incitam a prática dessas violências como os jornais sensacionalistas já que exageram ao mostrar os crimes e elevam o estrelato aos criminosos estimulando assim a vingança. Em somatória,noticiários, dramaturgias, reality shows, tudo pode conter violência o que influência no comportamento humano.
Em segunda análise, as conseguências da violência midiática podem se tratar de proporções maiores do que se imagina. No romance Werther, de Goethe, um jovem se mata por conta de um amor não correspondido, e que na vida real gerou uma onda de suicídios na Europa no século 19. Assim, percebemos como os comportamentos agressivos sofrem graves influências e efeitos a se tratar dos conteúdos que são colocados a público.
Portanto, para que os casos de violência realizada com as próprias mãos por influência da mídia não se mostrem cada vez mais numerosos e preocupantes é necessário uma interveção governamental. Desta forma é primordial que o Ministério das Comunicações ademais as escolas de todo país promovam campanhas que demonstrem os problemas gerados pelo ato de incitar a violência midiática de todas as formas ,para a população assim como para o próprio indivíduo, como forma de concientizar e informar. Para que assim, casos de criminalidade sejam cada dia mais reduzidos.