Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/10/2022
De acordo com a Constituição de 1988, o Estado deve, por meio de um contrato social, garantir aos seres direitos básicos, como saúde e bem-estar social. Entretanto, ao analisar a constante propagação de impunidade de crimes, incitando a prática delitiva da população, devido não somente a falta de fiscalização dos conteúdos propagados, como também a concepção erronia dos indivíduos, percebe-se os malefícios em prol da sociedade. Assim, é imprescindível não só uma análise da causa, como uma solução para o impasse.
Em primeiro plano, é importante destacar que a mídia exerce um papel de controle de opniões, na qual muitas vezes o domínio de informações não é realizado efetivamente, contribuindo indiretamente para o aumento de comportamentos agressivos. Nesse sentido, é válido analisar sob a ótica do pensador italiano Noberto Bobbio, na qual expõe que a dignidade humana é uma virtude referente ao ser humano, e por isso o respeito e a consideração lhe é cabível por parte do Estado. Contudo, ao identificar a crescente criminalidade, grandemente associada a ausência de fiscalização dos conteúdos propagados, fica evidente o descaso governamental perante tal situação.
Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar o fator grupal afetado. Segundo Jurger Habernas, a razão comunicativa - ou o diálogo - corresponde a um elemento fundamental no desenvolvimento do corpo social. Dessa forma, ao observar a grande têndencia à práticas criminosas pela crença da impunidade, percebe-se a restrita rede de informações e comunicações entre os próprios indivíduos no que concerne a resoluções éticas de situações vividas, respeitando o direito dos grupos sociais.
Medidas, por tanto, são necessárias para minimizar a adversidade atual. Logo, cabe ao Ministério das Comunicações, orgão responsável pelas telecomunicações do país, em parceria com o Governo Federal, a fiscalização e criação de limites para a veiculação de conteúdos de violência extrema em canais abertos, por meio de profissionais específicos para tal ação, a fim de proporcionar maior segurança a população.