Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/10/2022
No livro “1984” do escritor George Orwell, é sistematizado um futuro distópico em que um Estado totalitário, composto pelo “Ministério da Verdade”, controla o conteúdo midiático a ser divulgado. Fora da ficção, é fato que tal situação pode ser relacionada ao mundo contemporâneo quando observado o significativo quadro de crimes decorrentes de assuntos propagados, devido principalmente a falta de mecanismos filtradores de informações. Assim, gera-se consequências a um todo, sobretudo no pensamento crítico dos seres.
Em primeira análise, é importante destacar que a mídia exerce uma grande influência nas dinâmicas socias e culturais de um povo. Dessa forma, é válido citar a Constituição vigente no país, na qual menciona que o Estado deve, como obrigação, proporcionar aos seres direitos como bem-estar social e manutenção de sua dignidade, bem como a atuação em situações que respeitem os direitos humanos. Entretanto, ao observar a extensa veiculação de conteúdos sensacionalistas que incitam a violência, nota-se o descaso governamental no que concerne ao monitoramento de tais conteúdos, expondo a sociedade a sentimentos de impunidade.
Nesse sentido, gera-se o sentimento de revolta e pensamentos de impenitência a cerca dos crimes vistos. Como consequência de tais fatores, alguns indivíduos buscam as próprias resoluções - muitas vezes agressivas - , interferindo nas soluções éticas viáveis. Visto isso, é importante mencionar a operação policial no Complexo do Alemão, noticiada amplamente em redes de comunicações, na qual repercurtiu ao vivo imagens e notícias grandemente agressivas a população, instigando emoções negativas e favorecendo o crescimento da violência.
Medidas, portanto, são necessárias para minimizar o obstáculo. Logo, cabe ao Ministério das Cominicações, em parceria com o Governo Federal - conjunto dos três poderes na esfera federal do país - a elaboração de mecanismos limitadores de conteúdos de extrema violência em canais abertos, por meio de recursos tecnológicos e profissionais da área da informática, a fim de proporcionar o bem-estar a população.