Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 03/10/2022

O sociólogo Emille Durkheim descreve a “anomia” como a condição em que as normas são incapazes de garantir o convivio harmonico do corpo social. É possível, hodiernamente, assemelhar tal pensamento ao sistema político brasileiro, visto que sua excludente regulamentação legislativa favorece o surgimento de mazelas. Nesse sentido, pode-se afirmar que o poder influenciador da mídia deve-se à ineficácia governamental e ao controle social exercido pelos veículos de comunicação. Dessa forma, para que o Brasil deixe a anomia, medidas devem ser tomadas.

A priori, a negligência governamental mostra-se um entrave na consolidação dos direitos populacionais. De acordo com Milton Santos, sociólogo brasileiro, uma democracia torna-se efetiva na medida em que os direitos são universais e desfrutados por todos. Todavia, tal ideário revela-se utópico em solo tupniquim, uma vez que a ineficiencia legislativa condiciona às instituições sociais a formação do pensamento populacional, além de não garantir as regalias básicas como liberdade e segurança. Logo, enquanto as autoridades forem negligentes, será possível observar a persistencia do impasse no país.

Outrossim, o controle da formação do pensamento da sociedade evidencia-se um percalço a ser superado. Conforme afirma Michel Foucault, filósofo francês, o controle social é exercido por meio de medidas instrísecas que influenciam na forma como o indivíduo deve agir. Entende-se, portanto, que a utilização dessa ferramenta na indústria midiática fere a liberdade de pensamento individual e pode incitar a violência, uma vez que o sistema tem poder sobre a atuação da comunidade. sob esse viés, o quadro apresentado precisa ser alterado.

Nesse contexto, relativo à influencia midiática na violência populacional, urge que as normas constitucionais sejam respeitadas. Portanto, é dever do Ministério da Comunicação - órgão responsável pela distribuiçaõ das telecomunicações no país -, em conjunto com as mídias televisivas e sociais, garantir a imparcialidade dos informativos. Ademais, tal ação será realizada por intermédio conferência e fiscalização na exposição de assuntos considerados “delicados” e terá como objetivo a redução da influência midiática na elaboração do pensamento pessoal.