Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 03/10/2022

Entre 430 a.C. e 427 a.C a cidade de Atenas passava por uma epidemia, a Praga Ateniense; durante esse período houve muitas mortes, levando os sobreviventes a desacreditar nas leis dos homens. De maneira análoga a isso, atenta-se ao tema de como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos. Neste prisma, destacam-se dois aspectos importantes: Os impactos negativos da ciberviolência no mundo real e a incitação a violência com as próprias mãos gerada pela descrença nas autoridades vigentes.

Em primeira análise, evidência-se a ciberviolência no mundo real, tendo assim um aumento dos casos de violência física, simbólica e psicológica. Sob essa ótica, o filme Jogador número 1 mostra essa realidade, o qual em virtude da violência de forma digital se estendeu ao mundo real, botando assim a integridade do personagem em xeque. Dessa forma, nota-se que a violência virtual pode alcançar proporções inimagináveis no mundo real, guiando de forma negativa as pessoas e botando suas vidas em risco. Logo, tem-se um dos porquês do obstáculo.

Além disso, é notório que existe uma incitação a violência com as próprias mãos relacionada a descrença do povo nas autoridades. Desse modo, o mangá Death Note trás essa ideia, mostrando a aceitação da população de se fazer justiça com as próprias mãos, em consequência da insuficiência governamental em garantir a segurança do povo. Consoante a isso, a justiça com as próprias mãos trás malefícios a sociedade, mas são aceitas por uma massa que vê uma justiça neste ato, tornando assim o sistema de justiça falho.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas relacionados ao tema. Para isso é o Governo Federal em conjunto com o ministério da comunicação e da justiça, que são responsáveis pelo compartilhamento de informações e a segurança do povo, tomem medidas que impeçam a propagação da violência e a disseminação do ódio, por meio de projetos em conjunto com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, para uma fiscalização mais rigorosa, com projetos de segurança para a proteção das pessoas atingidas por esses meios de violência e fiscalização e punição para perfis que praticam ciberviolência. Tal atividade possui o intuito de termos uma sociedade mais justa e igualitária.