Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 04/10/2022

Segundo Jean Jacques Rousseau, um importante filósofo iluminista, o homem é naturalmente bom, mas a sociedade o corrompe. Seguindo o pensamento de Rousseau, infere-se que o ser humano é um ser altamente influenciável e, dependendo do meio em que vive, pode acabar por pender para o mal. No atual corpo social, o fenômeno da Globalização permitiu que houvesse uma ampliação da mídia e, consequentemente, um aumento no poder de incitação da população, principalmente em casos de violência, através de notícias sensacionalistas.

Nesse viés, é relevante dissertar acerca da influência do fenômeno de Globalização para a consolidação da mídia no cotidiano coletivo. Esse evento é caracterizado pela comunicação e pela facilidade de acesso à ela. Com a vinda da mídia, a informação passou a circular de maneira mais livre e despreocupada, com isso, qualquer um que possua opinião e um meio de divulgá-la, é passível de se tornar influenciador. Como acontece no filme “Moxie”, por exemplo, a protagonista após rever noticiários da época de juventude de sua mãe, orquestra um ato feminista de forma violenta, pela má interpretação das notícias e acaba passando a mensagem errada, tornando-se a própria opressora.

Ademais, é importante citar a forma sensacionalista como as notícias são abordadas nos meios de comunicação e o efeito que causa nos indivíduos. Quando o assunto é política, principalmente, há uma tendência do jornalismo de criar manchetes chamativas, e fazer um alarde para passar uma informação. Todo esse esquema para manter a audiência, gera um sentimento de “justiceiro” na sociedade. A divulgação da disputa entre esquerda e direita nas eleições brasileiras de 2018, por exemplo, explodiu a ponto de o candidato Jair Messias Bolsonaro, atual presidente, ser surpreendido por uma facada de um eleitor da oposição.

Desse modo, medidas devem ser tomadas a fim de amenizar a problemática, fazendo-se necessário o uso do bom-senso por parte da mídia e de seus locutores. É pertinente, também, que o Ministério da Educação crie campanhas nas escolas, a fim de conscientizar as crianças e adolescentes sobre os perigos de fazer “justiça com as próprias mãos”, visando uma diminuição nos casos de violência por influência midiática, sendo assim, a arma do conhecimento a mais poderosa.