Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 04/10/2022
A globalização visa a integração mundial política, econômica e cultural, através da comunicação e da tecnologia de transporte. Entretanto, essa evolução tecnológica gerada a partir desse fenômeno, nem sempre é favorável à nação brasileira, visto que as mídias podem incitar cada vez mais a violência no cotidiano popular. Isso geralmente ocorre em virtude da negligência estatal, mas também dos ideais capitalistas.
Primordialmente, é necessário destacar a ausência de políticas públicas com o fito de amenizar a maneira como a internet encoraja atos violentos e a justiça com as próprias mãos. À vista disso, as ideias de J. Locke sobre o conceito de “contrato social” são violadas. De modo que, o Estado não cumpre com o seu dever de assistir a população de acordo com a sua constituição, em especial, no que se refere ao direito de segurança, mas também de educação, pois uma vez que o indivíduo recebe a devida educação, torna-se menos suscetível a situações que o levam à prática de atos cruéis contra a vida. Assim, contribuindo cada vez menos com a criminalidade derivadas da influência dos meios de telecomunicação.
Além disso, deve-se ressaltar as ideias decorrentes do capitalismo, como uma potencializadora desta problemática. Na medida em que a sociedade abordada em “modernidade líquida” por Z. Bauman, sociólogo polonês, é muito bem aplicada ao contexto atual, tendo em vista que as mídias, por meio de onda sensacionalistas, na busca incansável de audiência acaba gerando uma série de sentimentos e atos violentos, por parte da população, mascarados por uma sede de justiça, a qual na realidade é ilusória e manipulada pelos meios de comunicação. Nesse sentido, percebe-se a urgência em descontinuar as circunstâncias vividas.
Portanto, é indispensável que medidas sejam tomadas para mitigar o cenário atual. Urge que o Ministério das Comunicações (MCom), em conjunto com o poder Legislativo, por meio de reuniões e acordos com outros meios disseminadores de informação, proponham-se projetos de leis, com a finalidade de criminalizar a propagação de discursos de ódio e mentirosos em redes sociais, mas também toda e qualquer incitação de violência camuflada de justiça com as próprias mãos. Dessa maneira, consolidando a concepção de Locke a respeito do “contrato social”.