Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 26/10/2022
A afirmação " O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles", atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, retrata a inércia da população frente aos problemas do cotidiano. Para além da afirmação, observa-se uma estagnação da sociedade referente às problemáticas encontradas em como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos. Nesse viés, torna-se crucial analisar as consequências desse revés, dentre as quais se destacam assassinatos e reputação destruída.
Em primeiro lugar, é preciso destacar que a inatividade do Estado potencializa a adversidade da negligência. Esse contexto de inoperância dos setores de poder exemplifica a teoria do filósofo Jonh Locke, que descreve a incompetência do governo como violação do contrato social. Sob essa ótica, devido a baixa atuação das autoridades, surgem assassinatos cometidos por pessoas que assistem jornalistas desqualificados e acham que têm o direito de fazer justiça com a própria mão.
Além disso, é igualmente preciso apontar a destruição da reputação como outra consequência. Posto isso, na matéria do jornal G1 de 2020, descreve o caso de um empresário que foi acusado injustamente por um blogueiro famoso, como repercussão, perdeu diversos clientes e contratos também sofreu ameaças e tentativas de agressões. Diante de tal exposto, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar nos dias atuais.
Portanto, para a mídia incitar a violência e a justiça com as próprias mãos, urge que o Estado crie programas, como propagandas na tv, por meio de investimento privado. Somente assim, mais pessoas terão a consciência de que existem leis e devem ser cumpridas e o quão errados estão àqueles que não acatam a legislação em vigor. Ademais, as propagandas devem ser televisionadas em horário nobre, desta forma, irá alcançar o máximo de cidadãos. Assim, a população não terá de se habituar com a estsagnação referente aos problemas.